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Rumo
ao Interior
Com o esgotamento de áreas ao
redor da Capital, condomínios e loteamentos fechados de
médio e alto padrão surgem como oportunidade de crescimento
para construção civil no interior de São Paulo
Reportagem:
Alexandre Branco (Sorocaba)
Edmilson Zanetti (São José do Rio Preto)
Ernesto Zanon (São Paulo)
Giselda Braz (Santos)
O avanço dos condomínios horizontais
e loteamentos de médio e alto padrão praticamente
esgotou as áreas disponíveis em um raio de 100
km ao redor da capital. Terrenos nobres às margens das
rodovias Castelo Branco, Bandeirantes, Anhangüera e Dutra
são cada vez mais raros. A interiorização
dos condomínios surge, então, como uma excelente
oportunidade de negócios para a construção
civil.
Segundo Lincoln Jorge Marques, engenheiro civil e consultor imobiliário,
os novos negócios são conseqüência de
um deslocamento dos investimentos para o interior, onde há um
constante crescimento da economia.
“
Os bons terrenos já foram ocupados, principalmente por pessoas
que ainda trabalham na Capital, mas se deslocam todos os dias até suas
residências”, explica Marques. Apesar de não
haver estudos ou estatísticas sobre este tipo de empreendimento,
o consultor explica que a tendência para os próximos
anos é de maior ocupação do entorno das médias
e grandes cidades do Estado.
Os condomínios residenciais geralmente são formados
por casas já prontas, principalmente voltadas para a classe
média. Já os loteamentos fechados são preferidos
por moradores de médio e alto padrão. Em busca de
segurança e equipamentos de lazer, os proprietários
adquirem os terrenos e constroem seus imóveis. Por isso,
não há padronização. “Os moradores
passam a viver em verdadeiros clubes fechados, onde – em
tese – há maior privacidade e menor risco de problemas
com a violência urbana.”
Marques lembra que a primeira etapa da fuga de paulistanos
para os condomínios horizontais se deu nos anos 80 e 90 em direção
a Barueri e Santana do Parnaíba (Alphaville e Tamboré),
Cotia (Granja Viana) e Arujá. Mais recentemente houve o
movimento rumo a municípios como Jundiaí e Vinhedo,
na direção de Campinas. “Essa tendência
tem em comum um público que encontrou a possibilidade de
morar em casas, por preços razoáveis. Um imóvel
em Alphaville, por exemplo, saía mais em conta do que um
apartamento em um bairro nobre de São Paulo”, diz
Marques.
Segundo o consultor, mudar para um condomínio horizontal
significa, para muitos, um investimento na qualidade de vida. Os
moradores continuam trabalhando ou estudando em São Paulo,
preferindo o deslocamento diário.
Entre os condomínios de altíssimo padrão,
localizados na faixa de 100 km da capital, três são
destacados pelo consultor como locais escolhidos por pessoas que
mantiveram negócios em São Paulo, apesar da distância. “Terras
de São José e Quintas da Baronesa, em Itu, além
do Helvétia, em Indaiatuba, ganharam moradores de classe
A, que foram para o interior em busca de um excelente padrão
de vida e segurança”, diz.
O fenômeno se repetiu ao redor das grandes cidades do interior.
Junto a Campinas, a região de Souzas, por exemplo, deixou
de ser um bairro rural e passou a oferecer condomínios residenciais
e loteamentos fechados de médio e alto padrão. Cidades
próximas receberam o Alphaville Jaguariúna e o Dom
Pedro.
Na região de Sorocaba, diversos condomínios foram
criados em torno da cidade, com destaque para o Lago Azul, um clube
de golfe localizado na vizinha Araçoiaba da Serra. Em Ribeirão
Preto, São José do Rio Preto e São Carlos,
antigas fazendas deram lugar a grandes empreendimentos imobiliários.
A cidade de São Paulo assistiu a outro fenômeno ligado à horizontalização
dos empreendimentos. “Surgiram muitas vilas de alto padrão,
formadas por agrupamentos de oito a 15 residências. São
o que chamamos de prédios deitados, que seguem todas as
premissas dos condomínios verticais mas garantem aos moradores
viver em casas”, explica Marques. Esses empreendimentos se
tornaram mais comuns em bairros como os Jardins, Vila Cordeiro
e Brooklin Velho. Na Zona Norte, próximo à serra
da Cantareira, existem alguns grandes condomínios residenciais
de médio padrão, que atendem às expectativas
de quem quer muito espaço e infra-estrutura de lazer em
um bairro fechado.
Na Grande São Paulo, diz o consultor, há ainda a
tendência de criação de novos núcleos
horizontais no ABC, principalmente em Santo André e São
Caetano, além do adensamento de Alphaville e Granja Viana.
Já em Guarulhos, o único exemplo representativo de
condomínio de casas é o Villagio Maia, considerado
um sucesso de vendas pelos empreendedores.
Baixada Santista mantém tendência
de verticalização
A falta de grandes áreas na
Baixada Santista, diferentemente do que ocorre em outras cidades
do Estado, faz com que a região continue crescendo apoiada
na verticalização. Em Santos, um empreendimento na
Ponta da Praia, que conta com cinco torres e infra-estrutura de
clube, acaba de ser inaugurado. Há também um grande
projeto na praia da Enseada, no Guarujá.
Marcos Campilongo, conselheiro do SindusCon-SP e diretor da Praia
Grande Construtora Ltda., diz que a valorização dos
espaços urbanos está fazendo com que as cidades se
espalhem. “A saída será adensar menos as regiões
centrais, sempre buscando oferecer mais serviços e melhor
qualidade de vida”, afirma. Os condomínios fechados
também se transformam numa ótima solução
para construtores e clientes.
O empresário precisa construir e vender cada vez mais rápido,
evitando o alto custo de manutenção das unidades
vazias. “Esse tipo de construção acaba sendo
uma forma de racionalizar despesas. Geralmente são quatro
ou cinco prédios com administração única.
Todos se servem de apenas uma área de lazer, que pode reunir
quadras esportivas, piscinas e salas de ginástica”,
completa.
Para os clientes, não faltam atrativos. “Os condomínios
fechados, por exemplo, oferecem mais segurança. As crianças
ficam protegidas até do tráfego pesado, já que
nas ruas internas o fluxo é menor e os veículos trafegam
em baixa velocidade”, diz Campilongo. O empresário
entende que a tendência é levar empreendimentos para
locais onde haja maior espaço, visando principalmente a
melhor qualidade de vida.
Em Santos, há empresários que constroem com o objetivo
de alugar os imóveis, sem a preocupação da
venda imediata. ‘‘Apesar disso, muitos já investem
em condomínios fechados’’, afirma. Ele aponta
o Guarujá como alvo principal desses projetos, em virtude
de ainda contar com áreas livres. Mas Campilongo entende
que a área continental de Santos, com projetos especiais
que obedeçam à exigência de preservação,
também poderá se transformar em boa opção.
O projeto que começou a ser implantado em julho na praia
da Enseada pelas construtoras Phoenix e Praia Grande, segundo Mário
Celso Pereira de Alcântara, diretor da primeira empresa, é dedicado
aos paulistanos, já que “o santista dá preferência às
praias mais distantes do Litoral Norte, enquanto o morador de São
Paulo vê no Guarujá uma boa opção por
conta da facilidade de acesso à capital.”
O empreendimento da Enseada é formado por 80 apartamentos
de alto padrão. “Um estudo recente mostra que a pessoa
não consegue ficar mais de duas horas na praia. Por isso
resolvemos construir um condomínio para aqueles que, depois
do banho de mar, pretendem continuar desfrutando do lazer com toda
a infra-estrutura necessária, inclusive de segurança”,
diz.
Outro empreendimento em progreso na cidade é Guarujá Central
Park, que ocupa um terreno de quase 500 mil m² na Enseada.
Com investimentos iniciais de R$ 3,5 milhões, o espaço
será utilizado para incorporações residenciais
e comerciais. O projeto prevê ocupação de forma
ordenada. A primeira faixa será de baixa ocupação,
com residências de até dois andares; depois virão
prédios de cinco andares, uma área comercial, edifícios
de 11 andares e lotes menores para casa, tudo com estrutura de
um bairro planejado. Somente a parte dos fundos permanecerá desocupada,
já que o trecho de Mata Atlântica será preservado
por se tratar de área de conservação permanente.
Oferta maior que a procura em Prudente
O mercado dos condomínios fechados
em Presidente Prudente passa por um período de desaquecimento,
provocado pela crise econômica e excesso de oferta de imóveis.
Há cerca de três mil unidades fechadas, segundo o
diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis, Alberico
Peretti Pasqualini. Ele lembra que a cidade já viveu um
período de grande procura por esse estilo de morar, quando
a Construtora Encalso lançou, entre 1995 e 1997, os condomínios
Damha I e II.
Segundo o corretor, os dois lançamentos atenderam a uma
demanda reprimida devido aos altos preços de outros três
condomínios fechados da cidade: Morumbi, João Paulo
II e Central Park. “Estes três lançamentos pioneiros
tiveram, nos anos 90, uma grande valorização em função
do temor generalizado gerado pela vinda de muitos presídios
para a região”, diz.
Segundo a AD Empreedimentos Imobiliários, do grupo Encalso,
que agora administra os condomínios Damha, todos os terrenos
do Damha I já estão nas mãos de proprietários
e 70% do condomínio está edificado. No Damha II,
a administradora ainda tem 20 lotes para serem comercializados.
O preço médio do metro quadrado dos empreendimentos
gira em torno de R$ 150,00. O residencial Beatriz, também
do grupo Encalso, vizinho do Damha II, foi lançado em 1999
e ainda é uma das opções de investimento para
quem deseja financiar um imóvel em até 36 vezes.
Golden Village - Além do residencial Beatriz, a cidade ganhou
recentemente outros lançamentos de alto padrão, como
o Quinta das Flores, o residencial Portinari e o Golden Village.
Porém, aponta Pasqualini, os três foram lançados
em um momento de desaquecimento, o que resultou em baixa procura.
“Os negócios vêm sendo fechados em um ritmo mais lento, mas
estão sendo fechados”, discorda o gerente administrativo da Golden
Par, Dirço Cristóvão Dundes, que responde pelo Residencial
Golden Village. O condomínio é considerado hoje o mais valorizado
da cidade por apresentar construções de alto padrão e pela
boa localização.
A metragem média dos terrenos é de 525 m², e a maioria das
construções ocupa dois lotes. O valor do metro quadrado é R$
200,00. O condomínio tem 91 lotes, dos quais 40% já foram edificados.
“
Nosso diferencial é o pequeno número de moradores e o alto padrão
das edificações, além de um sistema de segurança
com 100% de monitoramento de câmeras”, diz o gerente.
O diretor da Regional Oeste do SindusCon-SP, Luiz Bonifácio Urel, explica
que os condomínios fechados representam possibilidade de maior segurança
para os moradores e de investimentos com bom retorno. “Entendemos que é um
mercado promissor, que ainda oferecerá muitas oportunidades de negócios
para a construção civil.”
Rio Preto troca prédios por condomínios
horizontais
O avanço dos condomínios
horizontais fechados é responsável por um aquecimento
que já dura 15 anos no mercado imobiliário e da construção
civil de São José do Rio Preto. Desde a aprovação
do primeiro projeto, em 1974, foram abertos outros 15 condomínios,
13 a partir dos anos 90, totalizando mais de 5.000 unidades comercializadas
na forma de lotes ou casas prontas para morar. Esse quadro só foi
possível devido ao Plano Diretor de 1992, que admitiu a
introdução do conceito de loteamentos fechados no
município.
Segundo o engenheiro Milton Assis, especialista em assuntos urbanos
e responsável pela Coordenação de Projetos
Estratégicos da prefeitura, o “boom” horizontal
sucedeu o período de crescimento vertical nos anos 80. Já o
diretor da Regional Noroeste do SindusCon-SP, Hilton Hugo Fabbri,
acredita que ainda haverá uma retomada na construção
de prédios, especialmente na forma de condomínios
modernos que privilegiem a qualidade de vida com áreas de
lazer e muito verde. “Há espaço para todos
os tipos de empreendimentos”, justifica.
Estima-se que sejam lançados em Rio Preto, até o
final de 2006, pelo menos outros seis condomínios horizontais
que estão à espera da aprovação oficial.
Projeções revelam que, se todas as unidades lançadas
estivessem construídas e habitadas, 5% da população
de Rio Preto, hoje na casa dos 400 mil habitantes, estariam vivendo
neste tipo de moradia.
Mas nem todas as unidades estão construídas ou são
habitadas. Além do apelo de conforto e segurança
que norteia o conceito de moradias cercadas por muros altos e com
portaria, a valorização de tipo de imóvel
e a conseqüente possibilidade de especulação
são outros atrativos para quem está atrás
de investimentos.
O empresário Osmar Garcia, dono de uma das imobiliárias
mais antigas de Rio Preto, cita como exemplo um terreno no condomínio
Débora Cristina, o segundo construído na cidade.
Lá, uma unidade custava, em 1978, US$ 5 mil. Hoje, está em
torno de US$ 170 mil.
A quase totalidade desses empreendimentos atende a clientes de
classes média e alta. O PIB de R$ 6.906 per capita de Rio
Preto e o rendimento médio mensal de uma pessoa empregada
na cidade (5,8 salários mínimos) justificam as boas
perspectivas do mercado imobiliário.
“
O condomínio simula características de uma cidade
moderna e planejada, com todos os serviços, inclusive em
termos de lazer. Isso explica porque o número de sócios
de clubes na cidade vem diminuindo. Você não precisa
se deslocar para levar seu filho para jogar tênis ou ir à piscina.
No condomínio tem tudo”, explica Garcia.
Para os moradores, há ainda um fator denominado “segurança
mental”. Mesmo que não existam tantos riscos lá fora,
ele se sente seguro dentro do condomínio . É um local
onde o morador pode fazer uma caminhada à noite e o filho
pode andar de bicicleta nas ruas sem preocupar os pais. Ou seja, é um
prato cheio não só para a construção
civil, mas também para as imobiliárias. “A
comercialização de lotes em bairros abertos está praticamente
falida”, enfatiza o corretor, que atua no ramo há mais
de 30 anos.
O Grupo Rodobens, pioneiro no conceito “cidades de contorno” (que
integram bairros residenciais, áreas de lazer, centros comerciais
e de serviços) comemora 1.150 casas vendidas, em 19 empreendimentos
de Rio Preto. “O empreendimento Green Valley Edge City, por
exemplo, tem 300 casas numa verdadeira cidade dentro da cidade”,
diz Eduardo Gorayeb, diretor da empresa.
Além de Rio Preto, a Rodobens tem mais de 40 empreendimentos
na capital paulista, Ribeirão Preto, Campinas, Indaiatuba,
Sorocaba, Guarujá, Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Rio
de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE).
Com quatro grandes empreendimentos e um em andamento em Ribeirão
Preto, a Encalso já investiu cerca de R$ 100 milhões
na cidade. Desde 1992 foram 2.200 lotes, mais da metade habitados.
No mercado há 41 anos, a empresa também opera em
outros Estados através do sistema de parcerias.
“
Estamos abertos a parcerias em todas as cidades. Em Rio Preto,
a empresa aliou-se à Rodobens para dois meganegócios,
o primeiro já com 200 casas vendidas”, conta Nélio
Galvão Martins Filho, diretor da Encalso.
A “febre” por este estilo de vida parece estar só no
começo. No lançamento do Village Damha, na vizinha
Mirassol, a Encalso vendeu 310 imóveis em apenas oito horas.
Chegada da Alphaville gera disputa entre cidades
ALocalizada a 110 km de São
Paulo, Votorantim confirma sua vocação para receber
grandes condomínios horizontais. Os investidores da Alphaville
Urbanismo aplicarão R$ 140 milhões — quase
o dobro do orçamento municipal, estimado em R$ 76 milhões
em 2005 — para construir um empreendimento de 2.000 lotes,
com cerca de 450 m² cada, além de outros 312 lotes
comerciais. Para receber o novo negócio, a cidade venceu
uma batalha com a vizinha Sorocaba.
O investimento é um dos maiores já realizados pela
Alphaville nas 33 cidades de 17 Estados brasileiros onde está presente.
No empreendimento, haverá ainda espaço para pequenos
edifícios de até cinco andares. O condomínio
ocupará uma área de 3,14 milhões de m²,
mas somente 45,9% estarão destinadas aos lotes.
O início das obras, que devem gerar cerca de mil empregos
diretos, está previsto para ocorrer até 2007, segundo
o diretor de projetos da Alpahville, Marcelo Willer. O prazo é necessário
para que a empresa consiga todas as licenças ambientais
e regularizações junto à Prefeitura. Os lotes
residenciais serão comercializados em três etapas,
a cada 18 meses.
Mas este não é o único empreendimento do gênero
em Votorantim. A Secretaria Municipal de Obras contabiliza cerca
de cinco mil lotes residenciais nos últimos quatro anos,
todos de alto e médio padrão. O titular da pasta,
Ronaldo Krüger Pissini, diz que a ampliação
do perímetro urbano e a utilização de cinturões
de áreas rurais foram fundamentais para a viabilização
desses projetos. As medidas ajudarão a nortear o Plano Diretor,
que começará a ser debatido com a comunidade ainda
neste ano.
Para vencer a batalha com Sorocaba, a Prefeitura de Votorantim
conseguiu aprovar uma mudança na Lei de Zoneamento, que
ampliou o perímetro urbano em 170 alqueires. O Alphaville
ocupará cerca de 150 alqueires, restando ainda nos arredores
outros 20 alqueires que devem receber investimentos do mesmo tipo.
O prefeito Jair Cassola espera que a formação de
um pólo regional de condomínios de alto padrão
traga recursos para a cidade. Não só pelo poder aquisitivo
dos moradores, mas principalmente pelos investimentos que podem
gerar. “Acreditamos que muitos empresários podem vir
morar em Votorantim e, com isso venham a transferir suas indústrias
para cá”, exemplifica. Sorocaba
- O novo Plano Diretor, que prevê o crescimento
organizado e oferece muitas oportunidades para o desenvolvimento
sócio-econômico, acabou sendo fator determinante para
que cidade não ficasse com a Alphaville, que havia escolhido
uma área em Sorocaba.
Naquele local, apesar dos esforços do prefeito Vitor Lippi
em encaminhar à Câmara Municipal um projeto para modificar
a lei, só é permitido o fracionamento em lotes com
1.000 m². A decisão significou uma dupla derrota para
o município, já que – além de perder
o investimento a ser realizado pela loteadora – deixou de
receber uma área onde seria construído um novo campus
da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).
O secretário da Habitação, Urbanismo e Meio
Ambiente de Sorocaba, José Dias Batista Ferrari, minimiza
a derrota para Votorantim. “Isso vai ser bom para Sorocaba
também”, justifica. Ele defende uma política
regional que, como ocorre em Campinas, crie um modelo de cidades
fortes em torno do pólo regional.
Mesmo sem a Alphaville, o mercado imobiliário de Sorocaba
espera pelo anúncio de mais um grande loteamento residencial
em uma área, adquirida por construtora local, com cerca
de 50 alqueires, o equivalente a 1,2 milhão de m².
O empreendimento será ao lado do futuro Centro Olímpico
Municipal.
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