| Informativo do Setor de Economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo |
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Expectativas inflacionárias
O sinal de alerta segue aceso. As expectativas com relação ao IPCA, coletadas no mercado pelo Banco Central, continuam em elevação. No fim de maio, as expectativas para 2008 já atingiam 5,48%, acima da meta oficial de 4,5%. O IGP-M, quadruplicou na primeira prévia de maio, chegando a 1,54%, contra 0,37% no mesmo período do mês anterior; o IPCA-15 de maio registrou alta de 0,56%, um pouco abaixo do observado em abril (0,59%) – na projeção anualizada, o número aponta para uma inflação de quase 7%. Com as atuais expectativas de inflação, a taxa Selic real seria de cerca de 6% em termos anuais. Caso se confirmem as expectativas coletadas pelo Banco Central no fim de maio, a Selic nominal encerraria o ano em 13,75%, um pouco menos de 8% em termos reais.
É fundamental contrastar o atual ambiente econômico daquele que vigorou no período 2003-07. Até o ano passado, o país conseguiu reduzir a inflação com grande ajuda das variáveis externas: câmbio em queda e economia mundial crescendo forte. O comportamento da inflação em todo mundo revela tendência de alta - em muitos países emergentes, já se observa inflação de dois dígitos, casos da China, da Rússia e da Argentina. Hoje, o Brasil importa inflação, e a alta dos preços de energia e alimentos contamina os índices de preço no atacado.
Nesse contexto, o Banco Central usará o espaço de 2 pontos percentuais acima do centro da meta na fase atual. Paralelamente, o governo federal cogita um maior aperto fiscal, de contenção de gastos, para não pressionar demais a sociedade e a dívida pública com o aumento nos juros. Não ignorar o alerta, atacando simultaneamente a pressão inflacionária nos campos fiscal e monetário, é certamente o caminho que envolve menos custos para a sociedade.
Construção
Como não poderia deixar de ser, os índices setoriais também estão registrando aceleração nos últimos meses. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), em maio, registrou elevação de 1,10%, bem acima da taxa de 0,82% registrados no mês anterior. Com esse resultado, a taxa acumulada em 12 meses passa para 7,64%. A pressão de custos pode ser percebida tanto no que diz respeito aos preços dos materiais e serviços, quanto à mão-de-obra. O INCC mão-de-obra elevou-se 0,92%, refletindo os aumentos salariais em São Paulo, Brasília, Fortaleza e Goiânia. Os materiais, por sua vez, registraram taxa ainda maior, de 1,23%. Os aumentos do aço e do cimento responderam pela maior parte desse resultado.
No Estado de São Paulo, o custo da construção residencial (CUB) em maio registrou variação de 2,72%. A taxa, muito superior aos 0,41% observados em abril, refletiu o resultado do acordo coletivo, que concedeu aumento médio de 8,51% aos trabalhadores da capital. Dessa forma, os custos da mão-de-obra subiram 4,59% no mês. Os materiais por sua vez mostraram ligeira desaceleração, passando de 0,90% em abril para 0,81% em maio. No entanto, os preços do aço começaram a subir refletindo o início das negociações entre fornecedores e empresas e que deve se intensificar no próximo mês. Em 12 meses, o CUB registra aumento de 8,91%.
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Custos da construção civil em São Paulo, maio de 2008
NBR 12721/ 2006
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Evolução do CUB e do IGP-DI
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Projeto |
R$/m 2 |
Variação |
Projeto |
R$/m 2 |
Variação |
| RP1Q |
432,67 |
2,67 |
R8-A |
936,49 |
2,19 |
| PIS |
532,96 |
2,51 |
R16-A |
974,40 |
2,73 |
| R1-B |
767,68 |
2,57 |
CAL-8N |
892,23 |
2,77 |
| PP-4B |
729,63 |
2,47 |
CSL-8N |
763,10 |
2,83 |
| R8-B |
694,17 |
2,50 |
CSL-16N |
1.020,45 |
2,83 |
| R1-N |
930,04 |
2,73 |
CAL-8A |
962,04 |
2,68 |
| PP-4N |
882,49 |
2,71 |
CSL-8 A |
837,61 |
2,68 |
| R8-N |
772,70 |
2,72 |
CSL-16 A |
1,118,68 |
2,67 |
| R16-N |
750,78 |
2,71 |
GI |
432,67 |
2,67 |
| R1-A |
1.154,06 |
2,16 |
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Fonte: Secon/SindusCon-SP |
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Variação dos custos da construção civil em São Paulo e do IGP-M no Brasil, maio de 2008
NBR 12721/ 2006
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Evolução do CUB e do INCC
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Índice |
Mês |
Ano |
12 Meses |
| CUB residencial (R8-N) |
2,72 |
3,81 |
8,91 |
| Comercial Salas e Lojas (8N) |
2,83 |
4,05 |
8,68 |
| Comercial Andares Livres (8N) |
2,77 |
3,80 |
8,26 |
| Galpão Industrial (GI) |
2,67 |
5,24 |
10,91 |
| Casa Popular (RP1Q) |
3,16 |
4,92 |
10,35 |
| IGP-M |
1,61 |
4,74 |
11,53 |
| IPA-M |
2,01 |
5,62 |
14,53 |
| IPC-M |
0,68 |
2,88 |
5,25 |
| INCC-M |
1,10 |
3,41 |
7,64 |
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Fonte: Secon/SindusCon-SP e FGV-RJ |
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Materiais que mais influenciaram
o padrão R8-N no mês de maio |
Evolução dos preços do cimento e do aço |
Produto |
Variação% mês |
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maiores variações positivas |
| Massa pronta p/ reboco |
5,56 |
| Placa de gesso p/ forro s/ colocação |
4,69 |
| Bloco cerâmico 9x19x19cm |
4,31 |
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maiores variações negativas |
| Chapa compensado plastificado 18mm |
-3,16 |
| Granito polido p/ piso 40x40cm |
-3,20 |
| Eletroduto PVC rígido Ø ext.=3,81cm |
-3,51 |
Fonte: Secon/SindusCon-SP |
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Evolução CUB
Mão-de-Obra e Materiais |
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Construcarta Preços é um informativo do SindusCon-SP - Sindicato da Indústria da
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