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6/10/2014 13:56:14
História


Fundado em 1934, o SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) é a maior associação de empresas do setor na América Latina. Congrega e representa mil construtoras associadas e 30 mil filiadas na capital paulista e nas 9 Regionais do sindicato no interior do Estado. São empresas de obras residenciais, comerciais, industriais, habitação popular, obras públicas e privadas. A construção paulista representa cerca de 35% da construção brasileira, que por sua vez representa cerca de 4,9% do PIB do país.

Os primeiros anos
Em 8 de setembro de 1934, um dos fundadores da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o engenheiro Roberto Simonsen, junto com Mário Freire e Arthur Rangel Christoffel, fundou o Sindicato Patronal dos Construtores de São Paulo, "semente" do atual SindusCon-SP. A entidade iniciou suas atividades com o objetivo de representar legalmente a categoria econômica da construção civil, definindo-se desde seus primeiros passos como uma entidade preocupada com a coordenação de esforços e a defesa de direitos das construtoras paulistas, em harmonia com os interesses nacionais.

As primeiras diretrizes do sindicato foram traçadas por Roberto Simonsen, sucessivamente reeleito até 1944. O grupo de fundadores, onde se destacaram Arthur Rangel Christoffel, Heitor Portugal, Francisco Azevedo e Eduardo Marcos Monteiro, desempenhou papel decisivo de fixação das futuras realizações da entidade, ao imprimir em suas atividades a marca do apoio técnico para o levantamento e as soluções dos problemas dos associados.

Em 10 de outubro de 1940, a entidade passou a se denominar Sindicato da Indústria da Construção Civil de Grandes Estruturas no Estado de São Paulo. Em maio de 1941, o Ministério dos Negócios do Trabalho Indústria e Comércio aprovou seus estatutos, seguindo-se a filiação à Federação das Indústrias Paulistas, hoje Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Nos seus primeiros 14 anos de atividades, o SindusCon-SP contribuiu para a formalização de leis trabalhistas, estabeleceu com a Fiesp um cadastro industrial, preocupou-se com o ensino profissionalizante, criou seu departamento de assistência jurídica e liderou ações visando atender às construtoras.

A ampliação das atividades
Com a eleição de Francisco Azevedo, em 1944, o sindicato já congregava 514 empresas filiadas, realizando um amplo intercâmbio com entidades como Fiesp, Crea, Instituto de Engenharia e outras, e dinamizando a assistência jurídica, sob a responsabilidade do advogado Benedito Pereira Porto.

Azevedo permaneceu na presidência do sindicato até 1954, quando foi sucedido por Eduardo Marcos Monteiro. Este, por sua vez, teve como sucessor, a partir de 1956, o engenheiro Oscar Costa, que foi reeleito sucessivamente, deixando o cargo em 1971.

A época era de ampliação das atividades empresariais, com a participação do sindicato em iniciativas da categoria –dissídios, discussões contra alta de preços de materiais e sobre acidentes de trabalho, além de uma grande preocupação com os aspectos sociais.

Substituído em alguns impedimentos por Eduardo Marcos Monteiro e Helion Maia, Oscar Costa criou o serviço de Consultoria Técnica, convidando para presidi-lo o engenheiro Dagmar Mallet de Andrade. Este iniciou em 1958 estudos para a criação do Sesco –Serviço Social da Construção. Também atuou, junto à Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário e ao Sesi, na criação de uma entidade de assistência e beneficência para o trabalhador da indústria da construção civil. Trabalhou junto com o Instituto de Engenharia na definição da tabela de honorários para o setor.
 

O SindusCon-SP defendeu a realização de concorrências públicas, participou de estudos, ocupou-se com a regulamentação da profissão e condenou o protecionismo.

Serviços de assistência social, estudos sobre acidentes de trabalho e medidas de prevenção, alfabetização e cursos para trabalhadores marcaram a gestão de Oscar Costa, culminando com a criação do Seconci-SP, em 28 de março de 1966.


Sonho da casa própria
Em 1971, com uma alteração estatutária determinando que o mandato presidencial do sindicato fosse de 3 anos, foi eleito o engenheiro Armênio Crestana. Nessa época, a sede já saíra da Quintino Bocaiúva para ocupar espaço no prédio onde funcionava a Fiesp, no viaduto Dona Paulina, 80. Tendo como assessor jurídico o advogado João Batista de Camargo, e como assessor técnico o engenheiro Helion Maia, o SindusCon-SP desenvolveu estudos para aprimoramentos da legislação em obras públicas e reformou seu estatuto social.

O sistema habitacional, a Lei do Zoneamento, o Código Civil e a criação da Federação Nacional da Indústria da Construção foram pontos discutidos em 1972 e 1973.

Com a eleição do engenheiro Mário Eugênio Dorsa em 1974, tornou-se realidade a primeira etapa do velho sonho de todos os seus ex-presidentes: a construção da sede própria, à rua Dona Veridiana 55, no bairro paulistano de Santa Cecília, com a compra de um imóvel com espaço para a edificação do projeto.

Com Mario Dorsa à frente até 1980, criou-se a assessoria para a segurança no trabalho; realizaram-se cursos para engenheiros de segurança, metodologia e execução de concreto armado; houve a primeira experiência de curta duração da instalação de delegacias em Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto e Bauru, e a inauguração de vários ambulatórios.

Os anos de 1979 e 1980 foram marcados pela reformulação do Sistema Nacional de Acompanhamento de Preços e Índices, com estudos nas áreas técnica e fiscal, e a inclusão da engenharia consultiva na área da construção civil, com atuações junto ao governo para resolver problemas com cimento em obras públicas.

Para um período de 3 anos, assumiu a presidência do SindusCon-SP, em 1980, o engenheiro Carlos Engel, iniciando uma etapa caracterizada pelo início das obras da sede. Estava assim se tornando realidade o desejo de todas as diretorias que, com sacrifício, foram economizando e reunindo recursos.


A grande expansão
A arrancada que transformou o SindusCon-SP no maior sindicato patronal do setor na América Latina foi dada nas gestões de Julio Capobianco, de 1983 a 1989. O sindicato chegou à marca de 5.555 empresas filiadas e o número de associadas passou de 213 para 1.717.

A entidade mudou para a sede nova em 1984 e se criaram novos setores como o de Economia, que passou a divulgar o CUB (Custo Unitário Básico) da construção paulista. Nasceram os primeiros informativos, bem como os cursos de qualificação em conjunto com o Senai. Foram criadas as Regionais no Interior do Estado.

Em janeiro de 1986, graças a uma iniciativa conjunta do sindicato com a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) junto ao então ministro da Fazenda, Dilson Funaro, a entidade conseguiu isentar a construção da aplicação de correção monetária sobre os estoques de imóveis.

No mesmo ano, Capobianco tornou-se vice-presidente da Fiesp, cargo ocupado pela primeira vez por um representante da construção civil desde a época de Simonsen.
 

No ano seguinte, o sindicato lançou com outras entidades o Manual Técnico de Segurança do Trabalho em Edificações Prediais. Foram criados sete Conselhos: Técnico, Obras Públicas, Legislação do Meio Ambiente, Desenvolvimento Social, Indústria Imobiliária, Economia e Habitação de Interesse Social.

Propostas foram entregues, como o Projeto Cem, para a construção de mais de 60 mil moradias no Estado de São Paulo destinadas a famílias com até 8 salários mínimos. E o sindicato organizou o 1º Encontro Estadual de Mestres e Encarregados de Obras da Construção Civil.

Em 88, o SindusCon-SP realizou em Santos o 1º Congresso da Construção Paulista. No ano seguinte, fez o Censo da Construção. Via Embratel, disponibilizaram-se informações econômicas às associadas. Criaram-se um banco de dados em conjunto com a FGV (Fundação Getulio Vargas), e o Catálogo Remissivo de Normas Técnicas, desenvolvido com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Criou-se a primeira revista do sindicato, que depois de sucessivas modificações transformou-se na Notícias da Construção.

A gestão de Capobianco também passou por períodos de altos e baixos ao atravessar os quatro planos econômicos de impacto, que tentaram reduzir a inflação: o Cruzado, o Bresser, o Verão e o Collor.


Direção colegiada
A partir de nova reforma estatutária, um colegiado de 14 vice-presidentes foi eleito em 1992 em disputa com outra chapa, e escolheu Eduardo Capobianco para a presidência do SindusCon-SP. O mandato da Diretoria reduziu-se para dois anos, com a possibilidade de o presidente ser reeleito por mais dois anos.

Sua gestão foi marcada por uma ampliação das atividades das diversas áreas do sindicato, o qual participou ativamente no movimento que levaria ao impeachment do então presidente Fernando Collor.

Nas obras públicas, o destaque ficou para a luta do SindusCon-SP pela edição de uma nova Lei de Licitações e Contratos, que acabou sendo sancionada pelo então presidente Itamar Franco: a Lei 8.666, em 1993. A nova lei assegurava condições de concorrência às empresas de todos os portes, dando início a uma era de democratização nas licitações públicas, antes monopolizadas por um restrito número de megaconstrutoras.

Uma política mais ampla de relações trabalhistas foi inaugurada. Uma das conquistas consistiu na participação dos trabalhadores numa paralisação, com o apoio das empresas, contra o congelamento dos contratos do setor pelo governo Collor. Criou-se o Setor de Habitação Popular, que buscou impulsionar projetos específicos para viabilizar a construção de moradias para as famílias de baixa renda. Nasceu o Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ), que veio a se constituir numa referência nacional do setor.

A comunicação do sindicato foi modernizada, com a criação do Construfax, boletim que antecedeu o Construmail, e que era transmitido por um conjunto de aparelhos de fax duas vezes por semana aos associados. A assessoria de imprensa foi renovada, ampliando a exposição do nome do SindusCon-SP na grande mídia, que se iniciou na gestão anterior. Nasceu o Janela, emissão de opinião da entidade publicada aos domingos no jornal mais influente do país, a Folha de S. Paulo.

A gestão também atravessou os primeiros dois anos do Plano Real que obteve mais êxito que os anteriores em frear a inflação e proporcionar ao país fundamentos econômicos mais sólidos.


O caso Encol
Em 1996, Capobianco foi sucedido por um novo colegiado de 14 vice-presidentes, que escolheu Sergio Porto para a presidência da entidade, onde permaneceria até 2000. Pela primeira vez, a presidência foi exercida por um dirigente do Interior, originário de São José dos Campos.

Além de reforçar a participação das Regionais, Porto realizou uma intensa atividade em favor do financiamento da habitação popular. Percorreu 19 Estados palestrando sobre o assunto e em 1998 entregou uma proposta de política habitacional ao presidente Fernando Henrique Cardoso.

Em sua gestão, a construção imobiliária enfrentou um dos maiores desafios de credibilidade de sua história: o caso Encol, uma grande construtora que quebrou, prejudicando milhares de compradores de imóveis no país. Sergio Porto ajudou decisivamente a acalmar o mercado, ao recomendar que o problema seria resolvido com a construção e conclusão das obras por outras construtoras, o que de fato aconteceu.

Na área imobiliária, criou-se o Manual do Proprietário. Na área trabalhista, nasceu a Megasipat –Mega Semana Interna de Prevenção de Acidentes, com o objetivo de conscientizar os trabalhadores sobre os cuidados com a saúde e segurança do trabalho.

Em 2000, chapa que contava com o apoio da situação, liderada por Artur Quaresma Filho, venceu as eleições. Dois anos depois, já como chapa única, o grupo foi reeleito, permanecendo na direção do SindusCon-SP até 2004.

Em vista da crise econômica, o setor sofreu um baque, especialmente no período de 2001 a 2003. Recuperou-se a partir de 2004, quando o governo finalmente começou a estimular o crescimento da construção, elevando o financiamento imobiliário e consolidando um marco regulatório que proporcionou mais segurança aos investidores.

A participação do SindusCon-SP na Fiesp e sua interlocução com outras entidades paulistas e nacionais da construção se intensificou. Nasceu o Comitê de Meio Ambiente e Produtividade (Comasp), que se tornou uma referência nacional no setor.

Criou-se o Clipping Eletrônico, publicação diária enviada por e-mail aos associados com as notícias do sindicato e do setor. E o Construfax transformou-se num boletim eletrônico, o Construmail.

Uma representação feita pelo SindusCon-SP e pelo Secovi-SP contra a divisão de mercado praticada pela três maiores siderúrgicas do país foi aceita pelo Secretaria de Defesa Econômica, dando início a um processo em que elas foram condenadas em 2005.

O setor também sofreu com a racionalização no fornecimento de energia elétrica, tendo a diretoria do SindusCon-SP tomado uma série de providências em benefício das empresas associadas. Para informar às associadas, foi criada uma publicação eletrônica: ConstruEnergia – O Boletim da Crise.

O Setor de Economia celebrou uma parceria com a FGV (Fundação Getulio Vargas), que passou a produzir estudos econômicos para o SindusCon-SP e elaborar a revista Conjuntura da Construção.


Anos de crescimento e crise
Com uma proposta de fortalecer a atuação institucional do sindicato, chapa única liderada por João Claudio Robusti foi eleita em 2004 e reeleita em 2006, liderando o sindicato até 2008.

No período, o setor da construção civil registrou expressivo crescimento econômico. O segmento imobiliário assistiu a uma forte expansão, motivada pelo aumento do volume de crédito do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Duas dezenas de empresas abriram o capital na Bolsa e amealharam R$ 20 bilhões.

Um dos pontos altos da gestão foi a apresentação ao governo de uma política para fomentar a construção de habitação popular com subsídios governamentais. Para elaborá-la, o sindicato empreendeu uma missão empresarial ao México, onde estudou o modelo adotado naquele país. A proposta foi bem aceita e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a incorporou no PlanHab –Plano Nacional de Habitação e posteriormente no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

O SindusCon-SP também atuou intensamente na formatação de um programa de expansão da infraestrutura, que foi apresentado ao governo pelo conjunto das entidades da construção do país. Suas bases e propostas foram aproveitadas pelo governo no PAC –Plano de Aceleração do Crescimento.

Em outras frentes de lutas, o sindicato desenvolveu uma série de ações em favor da formalização, obtendo a inclusão do setor da construção no regime tributário do Simples Nacional. Também lutou contra a burocratização na aprovação de projetos, obtendo mais agilidade por parte da Caixa Econômica Federal e outros órgãos.

As relações com os trabalhadores evoluíram com a criação do ConstruSer – Encontro Estadual dos Trabalhadores da Construção em Família, um dia inteiro dedicado ao lazer e aprendizado dos colaboradores do setor e suas famílias. Mais convenções coletivas de trabalhadores foram assinadas na capital e no interior, com destaque para a adoção de novas cláusulas para estimular a formalização da mão de obra.

Robusti dedicou-se a fortalecer as Regionais e os laços com as demais entidades empresariais, e ingressou no Conselho do Senai-SP, onde apoiou a intensificação dos cursos de qualificação dos trabalhadores do setor. Para organizar a demanda por materiais de construção, foi criada a Associação de Compras da Construção Civil no Estado de São Paulo (CompraCon-SP).

Nova reforma do estatuto é realizada e o mandato da Diretoria se amplia para três anos, com a possibilidade de o presidente ser reeleito por mais três.

Em chapa única com o apoio da Diretoria, Sergio Tiaki Watanabe foi eleito e iniciou seu mandato em agosto de 2008, com um crescimento intenso da construção, no qual chegaram a faltar materiais estratégicos, como cimento e aço. O SindusCon-SP chegou a instar os fabricantes a importarem produtos, para não atrasar o ritmo das obras.

Um mês depois, o Brasil começou a sentir os primeiros efeitos da crise financeira internacional, que atingiu com força a construção em meados de outubro.

O crédito foi suspenso, as construtoras cancelaram novos lançamentos e reduziram o ritmo das obras. O sindicato mobilizou-se e, junto com outras entidades do setor, obteve do governo um programa anticíclico, iniciado com linhas de crédito específicas e que culminou no lançamento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, em março de 2009. A partir de então, a construção recuperou-se e voltou a crescer. Algumas construtoras voltaram a captar recursos na Bolsa. A Diretoria tem atuado em uma série de ações em favor do estímulo à construção com excelência técnica e responsabilidade socioambiental, e de maior qualificação da mão de obra. Watanabe sucedeu Robusti no Conselho do Senai-SP.










Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo
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