SindusCon-SP: Emprego na construção cai pelo 30º mês seguido

16/05/2017 20:49:46

Setor da construção perdeu 9.983 vagas em todo o Brasil em março, queda de 0,40% em relação a fevereiro. Esta é a 30ª queda consecutiva, deixando o estoque de trabalhadores no setor em 2,47 milhões. Na comparação com março de 2016, houve queda de 13,44%. Em outubro de 2014, primeiro mês de variação negativa, o estoque era de 3,57 milhões – queda de 1,1 milhão de postos de trabalho. Desconsiderando efeitos sazonais*, a queda é de 1,04% em março (-26.308).

Os dados são da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

“O emprego na construção civil continua caindo em todas as regiões do estado de São Paulo e do país”, observa o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto. “O único dado positivo é uma ligeira retomada nos escritórios de engenharia e arquitetura, atividade antecedente de novas obras. Entretanto, em outra atividade antecedente, a de preparação de terrenos, segue a queda no emprego”, acrescenta.

Segundo o presidente do SindusCon-SP, o setor aguarda a aprovação das reformas e o lançamento do programa Avançar, pelo qual o governo pretende investir, até 2018, R$ 59 bilhões, dos quais R$ 22,7 bilhões em obras do setor de transportes. “Mesmo assim, uma retomada maior do emprego na construção somente deverá ocorrer em 2018”, prevê.

Segmentação
Em março, na comparação com fevereiro, os segmentos que mais apresentaram queda foram Obras de acabamento (-1,31%), Imobiliário (-0,93%) e Incorporação de imóveis (-0,50%). Apresentaram alta no mês Infraestrutura (0,29%) e Engenharia e arquitetura (0,12%).

Em 12 meses, as maiores baixas são Imobiliário (-16,93%), Infraestrutura (-13,57%) e Obras de acabamento (-13,41%).

Por regiões
Todas as regiões do Brasil registraram queda: Norte (-0,73%), Nordeste (-0,53%), Sudeste (-0,40%), Sul (-0,32%) e Centro-Oeste (-0,03%).

No Sudeste, as maiores quedas foram São Paulo (-0,76%) e Rio de Janeiro (-0,51%). O Espírito Santo e Minas Gerais tiveram alta de 1,33% e 0,27%, respectivamente. Na região Norte, Rondônia (-2,29%) e Amazonas (-1,81%) registraram queda. Na outra ponta, Roraima teve alta de 0,43%.

No Nordeste, os estados que tiveram maiores baixas foram Maranhão (-2,11%), Sergipe (-1,75%) e Ceará (-1,67%). O único estado a registrar alta foi Rio Grande do Norte, com 2,60%. No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul teve alta de 1,29%, enquanto Mato Grosso (-0,66%), Distrito Federal (-0,31%), Goiás (-0,09%) e Distrito Federal (-0,31%) tiveram variação negativa no saldo de trabalhadores.

Já no Sul, todos os estados tiveram baixa: Paraná (-0,37%), Santa Catarina (-0,04%) e Rio Grande do Sul (-0,49%).

Emprego no Brasil - 03.2017

Estado de São Paulo
Em março houve queda de 0,76% no emprego em relação a fevereiro. O estoque de trabalhadores foi de 690,1 mil em fevereiro para 684,8 mil em março (-5.274). Em 12 meses, são menos 93.543 trabalhadores no setor (-12,02%). Desconsiderando a sazonalidade**, houve redução de 1,33% (-9.218 mil vagas).

Na comparação março contra fevereiro houve queda em todos os segmentos, sendo as maiores em Obras de acabamento (-1,66%) e Imobiliário (-1,06%).

Na capital, que responde por 43,26% do total de empregos no setor, a queda em março na comparação com o mês anterior foi de 0,77% (-2.289 vagas). Em 12 meses, São Paulo registra retração de 14,30% (-49.449 vagas).

Entre as Regionais do SindusCon-SP, todas registraram baixa, sendo as maiores em Presidente Prudente (-2,34%) e Ribeirão Preto (-2,24%).

Emprego por regiões no estado de SP - 03.2017

*A dessazonalização é um tratamento estatístico que tem como objetivo retirar efeitos que tipicamente acontecem em um mesmo período do ano.

Sobre o SindusCon-SP
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) é a maior associação de empresas do setor na América Latina. Congrega e representa 500 construtoras associadas e 15 mil filiadas em todo o estado. A construção paulista representa 27,5% da construção brasileira, que por sua vez equivale a 5,3% do Produto Interno Bruto do Brasil.

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