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História
Fundado em 8 de setembro de 1934, por iniciativa dos engenheiros Roberto Simonsen, Mário Freire e Arthur Rangel Christoffel, o Sindicato Patronal dos Construtores de São Paulo, “semente” do atual Sindicato da Construção Civil de Grandes Estruturas no Estado de São Paulo (SindusCon-SP), iniciou suas atividades com o objetivo de representar legalmente a categoria econômica da construção civil, definindo-se desde seus primeiros passos, como uma entidade preocupada com a coordenação de esforços e a defesa de direitos, em harmonia com os interesses nacionais.
As primeiras diretrizes do Sindicato foram traçadas pelo engenheiro Roberto Simonsen, sucessivamente reeleito em todas as gestões até o ano de 1948, quando veio a falecer. O grupo de fundadores, onde se destacaram nomes como Arthur Rangel Christoffel, Heitor Portugal, Francisco Azevedo e Eduardo Marcos Monteiro, desempenhou decisivo papel da fixação das futuras realizações da entidade, ao imprimir em suas atividades a marca do apoio técnico para o levantamento e solução de problemas dos associados.
Um marco para a entidade ficou estabelecido, com a data de 10 de outubro de 1940, quando a sua denominação passou a ser: “Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo”. Em maio de 1941, o Ministério dos Negócios do Trabalho Indústria e Comércio aprova seus estatutos, seguindo-se a filiação à Federação das Indústrias Paulistas, hoje FIESP.
Nos seus primeiros 14 anos de atividades, o SindusCon contribuiu para a formalização de leis trabalhistas, estabeleceu juntamente com a FIESP um cadastro industrial, preocupou-se com o ensino profissionalizante, criou seu departamento de assistência jurídica e participou de movimentos visando atender adequadamente aos construtores.
Com a eleição de Francisco Azevedo, em 1948, a entidade já congregava 514 filiados, definindo-se então um amplo intercâmbio com entidades como FIESP, CREA, Instituto de Engenharia e outras, dinamizando também a assistência jurídica, sob a responsabilidade do doutor Benedito Pereira Porto.
Em julho desde mesmo ano, o engenheiro Oscar Costa é eleito presidente, sendo reeleito por seis biênios.
A época era de ampliação das atividades em nível empresarial, com a participação em iniciativas da categoria - dissídios, discussões contra alta de preços de materiais e sobre acidentes de trabalho, além de uma grande preocupação com os aspectos sociais envolvendo o SindusCon.
Substituído em alguns impedimentos por Eduardo Marcos Monteiro e Helion Maia, Oscar Costa criou o serviços de Consultoria Técnica, convidando para presidí-la o engenheiro Dagmar Mallet de Andrade, que iniciou em 1958, estudos para a criação do SESCO - Serviço Social da Construção. Também trabalhoujunto à Federação dos Trabalhadores das Indústrias da Construção e Mobiliário e SESI, na criação de uma entidade de assistência e beneficência para o trabalhador da indústria da construção civil. Trabalhou junto com o Instituto de Engenharia na definição da tabela de honorários para o setor.
O SindusCon defendeu a realização de concorrências públicas, participou de importantes estudos, preocupando-se com a regulamentação de profissão, condenando o protecionismo em várias situações.
Serviços de assistência social, estudos sobre acidentes de trabalho e medidas de prevenção, alfabetização e cursos para trabalhadores, marcam a gestão do engenheiros Oscar Costa, culminando com a criação do SECONCI, em 28 de março de 1966.
Em 1971, com uma alteração estatutária determinando que o mandato presidencial fosse de 3 anos, foi eleito o engenheiro Armênio Crestana. Época em que a sede já saíra da Quintino Bocaiúva para ocupar espaço no prédio onde funcionava a FIESP, à Rua Dona Paulina, 80.
Tendo como acessor jurídico o doutor João Batista de Camargo, e como assessor técnico o engenheiro Helion Maia, o Sinduscon desenvolveu estudos para aprimoramentos da legislação em obras públicas, e procedeu à reforma do seu estatuto social.
O sistema Habitacional, a Lei do Zoneamento, o C ódigo Civil e a criação da Federação Nacional da Indústria da Construção, foram pontos exaustivamente discutidos nos anos de 1972 e 1973.
Com a eleição do engenheiro Mário Eugênio Dorsa, em 1974, tornou-se realidade a primeira etapa de um “velho sonho” de todos os seus ex-presidentes: a construção da sede própria, à Rua Dona Veridiana, com a compra de um imóvel com espaço para a edificação do projeto.
Com Mario Dorsa à frente, até 1980, prosseguiram os trabalhos, criando-se a assessoria para a segurança no trabalho, realizando-se cursos para engenheiros de segurança, metodologia e execução de concreto armado, a primeira experiência de curta duração da instalação de delegacias nas cidades de Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto e Bauru, e a inauguração de vários ambulatórios.
Os anos de 1979 e 1980, foram marcados pela reformulação do Sistema Nacional de Acompanhamento de Preços e Índices, com estudos nas áreas técnica e fiscal, e a inclusão da engenharia consultiva na área da construção civil, com atuações junto à área de governo para resolver problemas com cimento para obras públicas.
Para um período de 3 anos, assumiu a presidência do Sinduscon, em 1980, o engenheiro Carlos Engel, iniciando uma etapa caracterizada pelo início das obras da sede. Estava assim tornando-se realidade o desejo de todas as diretorias que, com sacrifício, cada uma a seu tempo, foi economizando e reunindo recursos.
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