SindusCon-SP: Emprego na construção brasileira recua em junho

17/08/2018 11:41:57

O nível de emprego na construção civil brasileira teve ligeira queda de 0,03% em junho na comparação com maio. Foram fechadas 705 vagas de trabalho, deixando o estoque de trabalhadores em 2.332.826. Na comparação com maio de 2017, houve queda de 1,71% (-40.660).

Ao se desconsiderar os efeitos sazonais*, o emprego registrou -0,20% em junho na comparação com maio (-4.592).

Os dados são da pesquisa realizada pelo SindusCon-SP em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

A queda no nível de emprego deriva da persistência na retração dos investimentos, segundo José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP. “Dar mais segurança jurídica aos investidores e à indústria imobiliária, mediantes medidas como uma legislação para regulamentar os distratos de imóveis, será fundamental”, afirmou, referindo-se ao Projeto de Lei da Câmara sobre o tema, que se encontra em análise no Senado.

Segmentação
Em junho, na comparação com maio, registraram altas na análise por segmentação: Engenharia e Arquitetura (0,57%), Infraestrutura (0,53%) e Preparação de terreno (0,24%). Na outra ponta, houve redução em Obras de acabamento (-0,74%), Incorporação de imóveis (-0,44%) e Imobiliário (-0,29%).

Na análise de 12 meses, houve queda em quase todos os segmentos, exceto Engenharia e Arquitetura (4,22%). As maiores baixas foram em Obras de acabamento (-3,92%), Imobiliário (-3,45%) e Incorporação de imóveis (-3,22%).

Por regiões
Na estratificação por regiões, os resultados de junho na comparação com o mês anterior mostram elevação do emprego apenas nas regiões Norte (2,43%) e Centro-Oeste (0,50%). Registraram queda no emprego as regiões Sul (-0,66%), Nordeste (-0,30%) e Sudeste (-0,07%).

No Sudeste apenas Minas Gerais contratou mais do que demitiu (0,23%). As quedas em Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro foram de -0,51%, -0,08% e -0,34%, respectivamente.

Na região Sul o emprego na construção caiu 1,01% no Rio Grande do Sul e 0,83% no Paraná. Santa Catarina permaneceu estável.

No Nordeste, apenas três estados tiveram alta nas contratações: Ceará (0,77%), Maranhão (0,07%) e Sergipe (0,04%). As maiores baixas foram em Alagoas (-1,74%), Pernambuco (-0,94%) e Piauí (-0,76%).

Na região Norte, as principais altas foram no Acre (4,34%), Pará (3,48%) e Tocantins (2,98%). O único estado a demitir mais do que contratar foi Roraima, com queda de 4,58%.

Entre os representantes do Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul registrou redução de 0,48% no emprego em junho na comparação com maio. O estoque de trabalhadores aumentou no Mato Grosso (1,33%), Goiás (0,69%) e Distrito Federal (0,18%).

Emprego BR 06.2018
Estado de São Paulo
Em junho houve queda de 0,08% no emprego em relação ao mês anterior (-538). O estoque de trabalhadores foi de 645,5 mil em maio para 645,0 em junho. Em 12 meses são menos 16.246 funcionários no setor (-2,46%). Desconsiderando a sazonalidade**, houve variação de 0,01% (78 vagas).

Na comparação com o mês anterior, apresentaram alta os segmentos Obras de instalação (0,75%), Obras de instalação (0,34%) e Engenharia e Arquitetura (0,16%). Na mesma base de comparação registraram as maiores quedas: Obras de acabamento (-0,67%), Imobiliário (-0,60%) e Incorporação de imóveis (-0,35%).

Na capital paulista, que responde por 43,45% do total de empregos no setor no estado, houve queda de 0,32% em junho em relação ao mês anterior (-890 vagas). Em 12 meses, São Paulo registra retração de 2,86% (-8.234 vagas).

Entre as Regionais do SindusCon-SP as maiores altas foram Santo André (1,35%) e São José do Rio Preto (0,95%). As baixas mais acentuadas se registraram em Ribeirão Preto (-0,47%) e Bauru (-0,38%).

Emprego Regionais - 06.2018*A dessazonalização é um tratamento estatístico que tem como objetivo retirar efeitos que tipicamente acontecem em um mesmo período do ano.

Sobre o SindusCon-SP
O SindusCon-SP é a maior associação de empresas do setor na América Latina. Congrega e representa 1.374 construtoras associadas de diferentes portes em todo o estado. A construção paulista representa 26,5% da construção brasileira, que por sua vez equivale a 4,9% do Produto Interno Bruto do Brasil.

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