Economia

Retomada pode ocorrer no segundo semestre de 2019

Previsão para a construção é do vice-presidente Eduardo Zaidan

Por Rafael Marko 05/12/2018 11:40:45

O vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, observou que a orientação do governo eleito na política econômica segue na direção correta, ao buscar reequilibrar as finanças públicas, realizar a reforma da Previdência e simplificar a tributação. Se houver êxito, a indústria da construção deverá se beneficiar possivelmente a partir do segundo semestre de 2019, acrescentou.

A previsão foi apresentada na Reunião de Conjuntura do SindusCon-SP, em 4 de dezembro. Abrindo o encontro, a coordenadora de Projetos da Construção da Fundação Getulio Vargas, Ana Maria Castelo, mostrou que nos últimos anos o setor foi mais duramente atingido pela crise do que os números haviam mostrado.

Ela destacou que o IBGE elevou o percentual de queda do PIB da Construção em 2016, de -5,6% para -10%, na comparação com o ano anterior. E o instituto projetou para 2017 variação de -7,5% do PIB da Construção, contra os -5% calculados anteriormente. Com isso, a queda no PIB do setor no quadriênio 2014-2017 passou de -20,1% para -25,8%.

Para 2018, a FGV projeta uma variação de -2,4% para o PIB da Construção. Segundo Ana Maria, diferentemente da projeção feita há 12 meses de que haveria uma variação positiva de 0,5% neste ano, ainda persistiram os fatores inibidores de crescimento.

Mesmo assim, ela denominou 2018 de “o ano da despiora” para o setor: houve melhora nos lançamentos e vendas, reduziu-se o número de distratos, o crédito imobiliário voltou a crescer, as eleições impulsionaram obras de infraestrutura, o número de demissões se reduziu, o Indicador de Confiança do setor mostrou-se menos pessimista. “Indicadores apontam que o pior ficou para trás, embora o ritmo da melhora esteja sendo muito lento”, disse.

Para 2019, a economista elencou os fatores positivos para a expansão do setor: inflação dentro da meta, baixa taxa de juros real, empresas com capacidade ociosa, o efeito “lua de mel” que marca os primeiros anos de um novo governo e a elevação das expectativas. Contudo, também elencou a persistência de aspectos negativos: incertezas sobre a capacidade de aprovação das reformas, a crítica situação fiscal da União e dos Estados e um cenário externo com perspectiva de desaceleração do crescimento econômico.

Encerrando cinco anos de quedas sucessivas, a construção deve crescer 1,3% em 2019, para uma elevação do PIB estimada em 2,5%, segundo cálculos feitos pela FGV para o SindusCon-SP.

Para o professor Robson Gonçalves, com a mudança do governo federal eleito no modo de fazer política e seu desconhecimento em relação a determinados temas, abre-se o caminho para que a construção civil se organize e apresente propostas. Segundo ele, ou a sociedade civil contribui com subsídios para o governo ou 2019 acabará sendo mais um ano perdido.

Segundo ele, deverá haver empenho governamental na área das concessões e abertura para propostas em relação ao fomento da política habitacional. Quanto à possibilidade de sucesso, só o tempo dirá se a condução da política resultará em aquecimento da economia e, consequentemente, da atividade da construção, completou.









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