Institucional

ConstruAção: Voltar a crescer

Se o novo governo obtiver êxito na aprovação de medidas rumo ao reequilíbrio das finanças públicas, PIB pode crescer 2,5%

Por Redação SindusCon-SP 06/01/2019 09:00:50

Embora não tenha sido um ano tão ruim para a construção civil como os anteriores, 2018 também não deixará saudades no setor. Houve relativa melhora nos lançamentos e vendas, reduziu-se o número de distratos, o crédito imobiliário cresceu, as eleições impulsionaram algumas obras de infraestrutura, o ritmo de demissões declinou, o Indicador de Confiança mostrou um setor menos pessimista.

Mesmo assim, os investimentos na indústria da construção permaneceram escassos e a incerteza prevaleceu. Em consequência, o setor deverá ter fechado 2018 com ligeira queda na sua atividade. O número de seus empregados caiu para abaixo dos 2,2 milhões – muito distante dos 3,6 milhões existentes em setembro de 2013.

O PIB da construção deverá fechar 2018 com queda de 2,4%, caso o PIB nacional cresça 1,4%. No acumulado dos últimos cinco anos, o PIB do setor caiu cerca de 30%.

Para 2019, as perspectivas são mais animadoras. Se o novo governo obtiver êxito na aprovação da Reforma da Previdência e de outras medidas rumo ao reequilíbrio das finanças públicas, estima-se que o PIB nacional crescerá 2,5%, e o PIB da construção, 1,3%.

Os fatores positivos em 2019 em favor do crescimento econômico são a manutenção da inflação dentro da meta, uma baixa taxa de juros real, o fato de as empresas estarem com capacidade ociosa, o efeito “lua de mel” que marca os primeiros meses de um novo governo e a elevação das expectativas.

Daí ser tão relevante que o novo governo reduza as incertezas sobre sua capacidade de aprovação das reformas, consiga equacionar a situação fiscal da União e não tome atitudes equivocadas na política externa.

Será imprescindível o governo manter integralmente o apoio ao Programa Minha Casa, Minha Vida. Isto significa não abrir novas brechas na destinação dos recursos do FGTS a finalidades estranhas ao financiamento da habitação, saneamento e transporte urbano.

Espera-se também que o governo impulsione concessões, resultando em mais obras e empregos na construção. Capitais internacionais querem financiar infraestrutura no Brasil, mas aguardam segurança jurídica com reformas no marco legal das concessões. As chances de estes prognósticos se confirmarem são grandes e contam com a torcida da indústria da construção.

*Conteúdo publicado originalmente na edição de 6 de janeiro do Jornal da Cidade









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