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Construcarta Conjuntura: PIB trimestral tem a terceira alta consecutiva

Avanços são modestos e limitados a uma dinâmica de recuperação de curto prazo

Por Redação SindusCon-SP 04/12/2017 16:36:22

Dados divulgados pelo IBGE apontaram que o PIB brasileiro teve a terceira alta consecutiva na série trimestral dessazonalizada. Na comparação com o período imediatamente anterior, o crescimento no terceiro trimestre foi de 0,1%. Já frente a igual período de 2016, a alta foi de 1,4%. Por fim, no acumulado do ano até setembro, a alta do PIB foi de 0,6%.

O consumo das famílias foi destaque na comparação dessazonalizada com o segundo trimestre, tendo se elevado 1,2%, mesma variação observada entre abril e junho nessa base de comparação. Investimento e exportações tiveram variações ainda mais positivas: 1,6% e 4,1%, respectivamente. Já o consumo do governo teve pequeno recuo (-0,2%), enquanto as importações avançaram 6,6%.

Dentre os três grandes setores da economia, somente a agropecuária teve variação negativa (-3%) frente ao trimestre anterior já livre de influências sazonais. Serviços e indústria avançaram: 0,6% e 0,8% respectivamente. Com esses resultados, contribuíram de forma marcante os subsetores indústria de transformação (1,4% na mesma base de comparação) e comércio (1,6%).

Esses elementos revelam um padrão de crescimento da demanda que contrasta com o registrado entre março e junho. A formação de capital voltou a crescer depois de 15 trimestres consecutivos de variações negativas ou nulas. Ao mesmo tempo, as exportações avançaram pela terceira vez seguida na série trimestral dessazonalizada. Porém, acompanhando a retomada da atividade, as importações voltaram a apresentar variação positiva.

Frente ao longo período recessivo, encerrado somente no final do ano passado, compreende-se que a retomada esteja se dando prioritariamente por meio da recuperação do consumo. Grande parte dos setores produtivos permanece em regime de ampla capacidade ociosa e, apesar da forte queda das taxas de juros, o ambiente de incerteza política continua inibindo o investimento.

Ainda assim, é relevante que a economia permaneça em trajetória de recuperação, mesmo que lenta e puxada pelo gasto das famílias. Os efeitos favoráveis, embora de curto prazo, são múltiplos: melhora das expectativas, alta da arrecadação fiscal e progressiva reversão da ociosidade. Mas, no longo prazo, garantir que o investimento continue em elevação é fundamental.

Nesse sentido, vale destacar o contrataste entre os componentes da formação de capital. Muito embora o investimento como um todo tenha avançado na série trimestral dessazonalizada, o PIB da construção civil teve variação zero nessa base de comparação. Com isso, a taxa de investimento atingiu a marca de 16,1%, superior ao nível registrado entre abril e junho (15,3%), mas muito abaixo do patamar de 2010, pouco superior a 20%.

Em resumo, o resultado do PIB do terceiro trimestre contém alguns avanços. Todos, porém, ainda modestos e muito limitados a uma dinâmica de recuperação de curto prazo.









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